Veja se a troca do Kindle Scribe 2024 pelo modelo 2025 é vantajosa, considerando suas necessidades de leitura e escrita.
Embora a linha Kindle Scribe tenha chegado oficialmente ao Brasil só agora, muita gente não esperou e acabou importando o modelo de 2024. Seja para quem está nessa situação ou para quem está decidindo entre as duas gerações, a pergunta que fica é o que mudou de verdade e se vale pagar mais pelo modelo novo ou importar a versão de 2ª geração?
Para ajudá-lo a fazer essa escolha, analisamos e comparamos seis pontos dos modelos oferecidos pela Amazon.
1. Preço: a diferença é menor do que parece
Lançado nos Estados Unidos em 2024, o Kindle Scribe de 2ª geração nunca chegou ao Brasil oficialmente. Quem comprou o aparelho precisou importar, e os preços chegavam a R$ 2.217 na versão de 16 GB e R$ 2.569 na de 32 GB, já considerando os impostos de importação. Contudo, com o lançamento oficial da linha 2025 no Brasil, a tendência é que os importados percam valor e possam ser encontrados abaixo dos R$ 2.000. Os modelo de 2025, por sua vez, vendidos oficialmente no Brasil, chegam em três versões: Kindle Scribe sem luz frontal (16 GB) por R$ 2.499, Kindle Scribe (32 GB) por R$ 2.999 e Kindle Scribe Colorsoft por R$ 3.899.
Levando em conta a diferença pequena entre os valores dos modelos mais básicos, quem vence na categoria preço são os aparelhos da 3ª geração. Por cerca de R$ 300 a mais do que um importado de 32 GB, o comprador leva um produto com garantia oficial Amazon no Brasil, suporte em português, tela maior, processador mais rápido e uma experiência de escrita consideravelmente melhor. Comprar o modelo mais antigo hoje faz sentido apenas se o preço cair de forma expressiva no mercado de usados ou de importados encalhados, o que pode acontecer nos próximos meses.
2. Tela: maior, mais nítida e com menos fantasma
No quesito tela a mudança mais visível é o tamanho que passou de 10,2 polegadas da versão de 2024 para 11 polegadas na versão de 2025. O curioso é que o dispositivo cresceu pouco fisicamente, isso foi possível porque a Amazon reduziu as bordas e eliminou o apoio lateral mais grosso que existia no modelo anterior. O resultado é uma tela maior num corpo mais compacto.
A tecnologia por trás do painel também mudou. Os modelos de 2024 usava e-ink convencional com 35 LEDs de iluminação frontal. Já os de 2025 adotam um backplane de óxido TFT, que entrega contraste mais alto, refresh mais rápido e redução significativa do efeito fantasma, aquelas marcas que ficam na tela após virar a página. O sistema de iluminação também foi atualizado, com mini LEDs menores que permitem bordas mais finas e distribuição de luz mais uniforme.
3. Desempenho: 40% mais rápido no dia a dia
O Kinlde Scribe 2024 rodava num chip MediaTek de 1 GHz, adequado para leitura, mas que mostrava lentidão ao virar páginas rapidamente ou ao usar os recursos de escrita. O 2025 chega com um processador quad-core que a Amazon afirma ser 40% mais rápido. Na prática, isso se traduz em viradas de página mais ágeis, escrita sem travamentos e ferramentas de IA que respondem com mais fluidez.
4. Experiência de escrita: a maior diferença de uso
Aqui é onde o salto de geração fica mais evidente. O 2024 já tinha uma boa experiência de escrita, mas o 2025 muda dois pontos que fazem diferença real no dia a dia. O primeiro é o vidro texturizado. A tela do novo modelo traz uma superfície com um leve atrito, que simula a resistência do papel sob a caneta. Nos modelos anteriores, a stylus deslizava pelo vidro liso de forma que muitos usuários descreviam como antinatural. Agora a sensação está bem mais próxima de escrever com caneta em papel de verdade.
O segundo é a eliminação quase total da paralaxe. Nos modelos anteriores, havia uma distância visível entre a ponta da caneta e onde o traço aparecia na tela, porque a camada de vidro criava esse deslocamento visual. No 2025, Amazon refez todo o display para praticamente eliminar esse efeito. A sensação é de que você escreve diretamente na página, não sobre ela.
A caneta também evoluiu de forma discreta mas perceptível. O modelo 2025 mantém o design sem bateria e o botão de atalho, mas troca a borracha de plástico duro por uma ponta mais macia e melhora o encaixe magnético no corpo do dispositivo.
5. Recursos de IA e anotações: mais integrados, mais rápidos
O Kindle Scribe 2024 já trazia recursos como resumo de cadernos por IA, refinamento de caligrafia e o Active Canvas, que ancora anotações ao texto do livro e as move junto quando você muda o tamanho da fonte. Os modelos de 2025 mantém tudo isso e adicionam exportação de notas para o Microsoft OneNote, ferramentas de sombreamento para quem desenha, integração com a Alexa para envio de notas e documentos por voz, e uma expansão dos recursos de anotação dentro dos livros. Com o processador mais rápido, esses recursos também respondem com mais agilidade.
6. Bateria e armazenamento: por aqui nada mudou
A autonomia de bateria segue a mesma: até 12 semanas de leitura ou 3 semanas de escrita, calculadas com base em 30 minutos de uso diário. As opções de armazenamento continuam sendo 16, 32 e 64 GB, com a ressalva de que o modelo 2025 com luz frontal começa em 32 GB, enquanto a versão sem luz frontal vem com 16 GB.
Vale a pena trocar o Kindle Scribe 2024 pelo modelo de 2025?
Se você já tem o Kindle Scribe 2024 e usa o dispositivo principalmente para leitura, com anotações ocasionais, a diferença no dia a dia provavelmente não vai justificar o investimento. O modelo anterior segue funcional e recebe atualizações de software.
Agora, se você ainda não tem nenhum modelo e pretende comprar o Scribe para usar como ferramenta de trabalho ou estudo, a combinação de tela maior, escrita mais natural, processador mais rápido e integração com OneNote e Alexa, fazem das versões de 2025 a escolha ideal. Mas, se seu objetivo for ter uma experiência Kindle de leitura e escrita gastando o menos possível, talvez valha a pena esperar um pouco para ver se os modelos de 2ª geração entram em promoção. A diferença da experiência de uso geral não é tão grande e você pode economizar um bom dinheiro.