Entenda a pesquisa que concluiu que um T-Rex poderia levar até 40 anos para chegar a maturidade.
Uma nova e abrangente análise de fósseis do T- rex sugere que o temido predador do final do período Cretáceo levava muito mais tempo para atingir a maturidade do que os cientistas imaginavam. Dados de um estudo publicado no início de 2026 indicam que esse gigante pode ter demorado entre 35 e 40 anos para se tornar adulto, um processo de crescimento mais lento do que as estimativas anteriores apontavam.
Entenda o estudo que dissecou o crescimento do T-Rex
Durante décadas, a imagem comum de T-Rex, aquela de um dinossauro feroz que crescia rapidamente e alcançava seu tamanho máximo por volta dos 20 ou 25 anos, dominou não apenas os estudos científicos, mas também a cultura popular. Esses números eram baseados em análises mais limitadas de poucos fósseis e modelos que interpretavam rapidamente o crescimento dos ossos.
A pesquisa mais recente acerca desse animal pré-histórico envolveu a análise dos anéis de crescimento em ossos das pernas de 17 indivíduos fossilizados, desde juvenis até grandes adultos, e foi publicada tanto na plataforma de artigos científicos PeerJ quanto na revista Science. Os anéis nos ossos, de forma semelhante aos de uma árvore, marcam ciclos de crescimento ao longo da vida do animal e fornecem uma linha do tempo de como ele aumentou de tamanho ao longo dos anos.
Os resultados mostram que o processo de desenvolvimento desses dinossauros era mais longo e gradual do que se acreditava e em vez de atingir rapidamente seu peso máximo, estimado em cerca de oito toneladas, e viver apenas algumas décadas, o T-Rex provavelmente gastava grande parte de sua vida em uma fase sub adulta.
A estimativa é de que o dinossauro vivesse o seu cotidiano competindo por alimento com predadores menores a fim de se nutrir, crescer e finalmente alcançar o tamanho adulto por volta dos 40 anos.
Esse crescimento prolongado não apenas altera a estimativa da idade adulta dos tiranossauros, mas também oferece uma nova perspectiva sobre sua ecologia e comportamento. Enquanto jovens e subadultos, eles poderiam ter desempenhado papéis diferentes em seus ecossistemas e participado de competição com outros predadores por recursos.
Os autores do estudo também destacam que a variação no crescimento entre os indivíduos pode refletir diferenças nas condições ambientais, disponibilidade de alimento e até mesmo especificidades de espécies próximas, sugerindo que o gênero Tyrannosaurus pode ter sido mais diversificado do que se supunha.
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