Saiba alguns fatos curiosos sobre a Capela Sistina, templo histórico e de arquitetura lendária situado no Vaticano.
Thyago Soares | 7 de Maio de 2025 às 12:11
A Capela Sistina está entre os prédios mais conhecidos do planeta. Conhecida mundialmente pelas obras-primas de Michelangelo e pelo cenário dos conclaves papais, a Capela Sistina guarda segredos e fatos curiosos que vão muito além do que se vê nas fotos e nós vamos te contar alguns deles.
Apesar de ser quase sinônimo de Capela Sistina, Michelangelo não foi o arquiteto do local. A capela foi construída entre 1473 e 1481, por ordem do papa Sisto IV, de quem herdou o nome. Michelangelo também relutou em aceitar fazer os afrescos da capela, pois nunca havia feito obras assim anteriormente.
Michelangelo trabalhou na pintura do teto entre 1508 e 1512, cobrindo mais de 500 m² com cenas bíblicas, incluindo a célebre "Criação de Adão". Ao contrário do que se pensa, ele não pintou deitado, mas em pé sobre andaimes que ele mesmo projetou.
A imensa pintura do ‘Juízo Final’, na parede do altar da capela, foi finalizada por Michelangelo em 1541. A cena, repleta de corpos nus em movimento, causou grande polêmica no século XVI. Muitos membros da Igreja consideraram a obra indecente. Após a morte do artista, algumas figuras tiveram seus genitais cobertos por pinturas adicionais — trabalho feito por outro artista, conhecido como "o cuequeiro". Esses retoques permaneceram por séculos e só parte deles foi removida na restauração dos anos 1990.
Mesmo que os visitantes levem celulares e câmeras, fotos dentro da Capela Sistina são terminantemente proibidas. Isso se deve, inicialmente, a um contrato assinado nos anos 1980 com a emissora japonesa Nippon TV, que financiou a restauração em troca de direitos exclusivos de imagem por vários anos. Apesar de o contrato já ter expirado, o Vaticano manteve a proibição, como forma de proteção à arte e por respeito ao caráter sagrado do espaço.
Quando os cardeais se reúnem para eleger um novo papa, é dentro da Capela Sistina que as votações acontecem. A escolha do local não é apenas prática, ela é profundamente simbólica. O teto retrata a criação do mundo e da humanidade, enquanto a parede do altar mostra o Juízo Final. Assim, os cardeais votam diante de representações visuais da origem e do destino da vida humana, reforçando o peso espiritual da decisão.
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