Cientístas tentam criar "sol artificial"; entenda

Pesquisadores do mundo todo realizam avanços apra criar "sol artificial" em laboratório e impressionam.

Thyago Soares | 19 de Janeiro de 2026 às 10:21

Cientistas fazem avanços para emular geração de energia do sol em laboratório. - Reprodução / Freepik

Um grupo de pesquisadores intensificou os seus esforços para criar um “sol artificial” aqui na Terra a fim de conseguir uma fonte de energia limpa, segura e praticamente inesgotável, sem os resíduos tóxicos.

Entenda a empreitada para criar o sol artificial

Embora o termo “sol artificial” frequentemente evoque a imagem do astro celeste e brilhante nos céus, esses experimentos não criam uma estrela literal, mas sim imitam as condições extremas do núcleo solar dentro de um reator controlado e pode ter impacto profundo no futuro energético da humanidade porque, ao contrário dos combustíveis fósseis, essa tecnologia não emite gases de efeito estufa e gera resíduos mínimos, principalmente hélio, um gás inofensivo.

Esse conceito se refere a reatores de fusão nuclear, máquinas experimentais que forçam núcleos de átomos leves, como os do hidrogênio, a se unirem sob temperaturas extremamente altas. A fusão libera energia massiva, a mesma que mantém o Sol brilhando, sem depender da fissão usada nas plantas nucleares tradicionais, que quebra átomos maiores e gera resíduos radioativos duradouros.

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Um dos projetos mais avançados nesse campo é o tokamak Experimental Advanced Superconducting Tokamak, na China. Essa instalação tem quebrado recordes científicos ao manter plasma a temperaturas acima de 100 milhões de graus Celsius por períodos cada vez maiores. Essa estabilidade do plasma é um passo crucial para alcançar a fusão controlada de forma contínua, algo que hoje ainda é um grande desafio técnico. 

O plasma, por sua vez, é um estado de matéria extremamente quente em que elétrons e núcleos se movem livremente, e os campos magnéticos intensos em dispositivos como o EAST são usados para confinar esse plasma sem que ele toque as paredes do reator, o que interromperia o processo de fusão. A combinação de calor intenso e confinamento magnético eficaz é um dos principais obstáculos que os cientistas buscam superar. 

Avanços recentes mostram que o reator chinês conseguiu operar acima de limites físicos considerados um entrave histórico para a fusão nuclear, abrindo caminho para tornar o processo mais eficiente e duradouro.

Apesar dos avanços, a energia produzida nesses testes ainda não excede a energia consumida para gerar as condições de fusão, o que significa que ainda há um caminho significativo a ser percorrido antes que a tecnologia possa alimentar casas ou redes elétricas. 


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