Entenda o que diz a ciência sobre a crença de que a amazônia é o 'pulmão da Terra' e qual bioma realmente possui essa atribuição.
A imagem da Amazônia como o “pulmão da Terra” está profundamente enraizada no imaginário coletivo, mas cientistas afirmam que essa expressão é imprecisa quando analisada sob o ponto de vista científico. Segundo pesquisadores, a floresta tropical mais extensa do planeta desempenha, de fato, um papel crucial no equilíbrio climático global, mas não por produzir uma quantidade de oxigênio que sustente a atmosfera como muitos acreditam.
Entenda o motivo pelo qual essa crença é um mito, segundo a ciência
A ideia de que a amazônia é o ‘pulmão do mundo’ decorre do fato de que as plantas realizam fotossíntese, processo no qual absorvem dióxido de carbono e liberam oxigênio.
No entanto, essa produção de oxigênio não representa um ganho líquido significativo para a atmosfera. Isso porque a própria floresta, seus microrganismos e a decomposição da matéria orgânica consomem quase todo o oxigênio que produzem, resultando em um balanço líquido de oxigênio próximo de zero. A grosso modo, a amazônia contribui para a produção de oxigênio, mas não não em uma escala tão grande quanto o imaginado.
Apesar disso, a Amazônia continua sendo um elemento essencial no ciclo do carbono. A vasta vegetação absorve grandes quantidades de dióxido de carbono da atmosfera, ajudando a mitigar o efeito estufa.
Qual é o “pulmão da Terra”, então?
De acordo com estudo publicado pela revista Science Advances, os responsáveis por produzir cerca de 60% a 80% do oxigênio da Terra são os fitoplânctons, seres invisíveis que habitam os oceanos do nosso planeta.
Durante a fotossíntese, o fitoplâncton converte carbono em oxigênio e se consagra como um organismo vital para a manutenção da vida no planeta.
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