Unhas descamando podem indicar excesso de química, contato frequente com água e até deficiências nutricionais. Veja causas comuns e como evitar o problema.
As unhas costumam funcionar como um reflexo silencioso da saúde e dos hábitos do dia a dia, viu? Quando começam a apresentar lascas, camadas soltando ou aspecto enfraquecido, muita gente acredita que o problema está apenas no esmalte ou na manicure. No entanto, especialistas alertam que unhas descamando podem ter diferentes causas, incluindo excesso de produtos químicos, contato frequente com água, hábitos inadequados e até deficiências nutricionais.
Nos últimos anos, o aumento da busca por unhas longas, esmaltação em gel e procedimentos frequentes acabou contribuindo para um crescimento nos casos de fragilidade nas unhas. O problema pode surgir de forma discreta no início, mas tende a piorar quando os sinais são ignorados.
Além da aparência, as unhas descamando também costumam causar desconforto na rotina. Pequenas lascas podem enroscar em tecidos, dificultar tarefas simples e aumentar a sensação de fragilidade constante.
O que significa quando a unha começa a descamar?
A descamação acontece quando as camadas superficiais da unha começam a se separar. Em muitos casos, isso provoca aparência esbranquiçada, pontas quebradiças e textura irregular.
Embora o problema possa parecer apenas estético, especialistas explicam que ele também pode indicar desgaste da estrutura da unha. Isso ocorre porque as unhas são formadas principalmente por queratina, proteína responsável por resistência e proteção.
Quando essa estrutura sofre agressões frequentes, as camadas passam a perder coesão, favorecendo rachaduras e descamações.
O quadro pode aparecer tanto nas unhas das mãos quanto dos pés, mas costuma ser mais frequente nas mãos justamente por causa da exposição constante à água, produtos de limpeza e impactos do cotidiano.
Excesso de água pode enfraquecer as unhas
Um dos fatores mais associados às unhas descamando é justamente o contato excessivo com água. Apesar de parecer contraditório, molhar as mãos repetidamente ao longo do dia pode contribuir para enfraquecimento da estrutura ungueal.
Isso acontece porque a unha absorve água e depois perde essa umidade rapidamente. Esse movimento constante de expansão e retração favorece fragilidade e pequenas fissuras.
Pessoas que trabalham lavando utensílios, mexendo com limpeza ou realizando higienização frequente costumam apresentar maior risco de desenvolver o problema.
A recomendação aqui é fazer o uso de luvas sempre que possível durante tarefas domésticas, principalmente quando há contato com detergentes, água sanitária e outros produtos químicos.
Acetona em excesso também pode causar danos
Outro hábito bastante comum envolve o uso frequente de removedores com acetona. Embora sejam eficientes para retirar esmaltes, esses produtos também removem oleosidade natural importante para proteção das unhas.
Com o tempo, o ressecamento excessivo favorece rachaduras, descamações e perda de brilho.
Além disso, pessoas que trocam esmalte constantemente acabam submetendo as unhas a agressões repetidas ao longo da semana. O problema tende a piorar quando o processo envolve lixar excessivamente a superfície ungueal.
Hoje, muitos dermatologistas recomendam removedores menos agressivos e intervalos entre esmaltações para permitir recuperação natural da unha.
Alongamentos e procedimentos frequentes exigem cuidado
As técnicas de alongamento ganharam enorme popularidade nos últimos anos. Gel, fibra, acrílico e outras estruturas passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. Apesar da praticidade e do resultado estético, especialistas alertam que aplicações frequentes sem pausas adequadas podem favorecer enfraquecimento progressivo.
A remoção inadequada está entre os principais problemas. Quando o material é puxado ou retirado de forma agressiva, camadas naturais da unha acabam sendo removidas junto.
Além disso, lixamentos intensos realizados repetidamente podem deixar a unha mais fina e vulnerável. Isso não significa que alongamentos sejam proibidos, mas reforça a importância de manutenção correta e intervalos adequados entre aplicações.
Alimentação também influencia diretamente
Pouca gente percebe, mas a saúde das unhas também está ligada à alimentação. Segundo especialistas, algumas deficiências nutricionais podem favorecer enfraquecimento e descamação.
Entre os nutrientes frequentemente associados à saúde ungueal estão ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B.
Quando existe carência nutricional importante, as unhas podem apresentar crescimento lento, manchas, ondulações e maior tendência à quebra.
As fontes consultadas destacam que alterações persistentes devem ser avaliadas por profissionais de saúde, principalmente quando aparecem acompanhadas de queda de cabelo, cansaço excessivo ou mudanças na pele.
A hidratação também faz diferença. Baixa ingestão de água pode contribuir para ressecamento geral do organismo, incluindo unhas mais frágeis.
Hábitos simples ajudam a evitar o problema
Imagem: Seleções / Thyago Murad
Quando procurar ajuda médica?
Embora muitas situações possam ser resolvidas com mudanças simples de hábito, alguns sinais merecem atenção. Descamação intensa, dor, descolamento da unha, manchas escuras ou alterações persistentes podem indicar necessidade de avaliação dermatológica.
O mesmo vale para casos em que o problema aparece de forma repentina e envolve várias unhas ao mesmo tempo. Em muitos casos, identificar a causa precocemente ajuda a evitar agravamentos e melhora recuperação da estrutura ungueal.
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