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Veja como vivem os moradores das cidades brasileiras com melhor e pior qualidade de vida em 2026

Ranking do IPS Brasil 2026 revela contrastes extremos entre municípios do país e mostra diferenças em saúde, segurança, educação e infraestrutura.

Thyago Murad | 21 de Maio de 2026 às 13:00

Cidade do interior de SP se destaca por qualidade de vida. - Reprodução / Portal ND Mais

Um novo levantamento divulgado pelo instituto Imazon trouxe um retrato detalhado sobre a qualidade de vida nos municípios brasileiros em 2026. O ranking, chamado de Índice de Progresso Social (IPS Brasil), avalia fatores como saúde, segurança, acesso à educação, saneamento, moradia e oportunidades oferecidas à população.

Os dados foram divulgados nesta semana e entre os destaques, aparecem extremos bastante simbólicos. As diferenças entre a primeira e a última colocada no ranking mostra como o Brasil ainda convive com realidades completamente distintas quando o assunto é acesso a serviços básicos e bem-estar social.

O que mede o Índice de Progresso Social

O IPS Brasil não analisa apenas renda ou crescimento econômico.

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A metodologia considera indicadores sociais e ambientais divididos em três grandes pilares:

Isso inclui fatores como:

Segundo o levantamento, cidades com menor população frequentemente conseguem apresentar desempenho elevado justamente por oferecerem melhor equilíbrio entre infraestrutura, serviços públicos e qualidade ambiental.

Uma pequena cidade paulista lidera o ranking

Com pouco mais de 4 mil habitantes, Gavião Peixoto alcançou a maior pontuação nacional em 2026: 73,10. Localizada no interior paulista, a cidade chama atenção justamente pelo contraste entre tamanho reduzido e indicadores elevados de qualidade de vida.

O município costuma aparecer associado a altos índices de desenvolvimento humano, segurança e organização urbana.

Além disso, cidades menores muitas vezes conseguem administrar serviços públicos de forma mais eficiente, especialmente quando contam com arrecadação estável e menor pressão populacional.

A tranquilidade também faz parte da rotina local. Ruas menos movimentadas, menor tempo de deslocamento e sensação de segurança acabam influenciando diretamente percepção de bem-estar entre moradores.

O ranking completo

O ranking do IPS Brasil mostra forte presença de cidades paulistas entre as melhores colocadas do país. Além de Gavião Peixoto, aparecem entre os primeiros lugares:

  1. Gavião Peixoto — 73,10
  2. Jundiaí — 71,80
  3. Osvaldo Cruz — 71,76
  4. Pompéia — 71,76
  5. Curitiba — 71,29
  6. Nova Lima — 71,22
  7. Gabriel Monteiro — 71,16
  8. Cornélio Procópio — 71,16
  9. Luzerna — 71,10
  10. Itupeva — 71,08
  11. Rafard — 71,08
  12. Presidente Lucena — 71,05
  13. Adamantina — 70,97
  14. Maringá — 70,87
  15. Alto Alegre — 70,86
  16. Ribeirão Preto — 70,80
  17. Brasília — 70,73
  18. Barra Bonita — 70,71
  19. Araraquara — 70,70
  20. Águas de São Pedro — 70,66

O predomínio do Sudeste e do Sul reforça desigualdades históricas relacionadas a infraestrutura, urbanização e acesso a serviços públicos.

Como vivem os moradores das cidades mais bem avaliadas

Entre os municípios mais bem colocados, alguns fatores aparecem de forma recorrente.A população costuma conviver com: menores índices de violência, melhor cobertura de saneamento, maior acesso à saúde e educação mais estruturada.

Em cidades como Curitiba e Maringá, planejamento urbano e áreas verdes também aparecem como diferenciais frequentemente citados por especialistas. Já municípios menores costumam oferecer rotina mais tranquila e sensação maior de proximidade comunitária.

A realidade oposta 

Do outro lado da moeda, temos as cidades com as pontuações mais baixas do país. O ranking expõe o contraste social direto e reforça ainda mais as diferenças entre a regiões Norte e o restante do país.

  1. Uiramutã (RR) — 42,44
  2. Jacareacanga (PA) — 44,32
  3. Alto Alegre (RR) — 44,72
  4. Portel (PA) — 45,42
  5. Amajari (RR) — 45,58
  6. Pacajá (PA) — 45,87
  7. Anapu (PA) — 45,91
  8. Japorã (MS) — 46,23
  9. Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
  10. Uruará (PA) — 46,80
  11. Trairão (PA) — 46,82
  12. Bannach (PA) — 47,23
  13. São Félix do Xingu (PA) — 47,38
  14. Recursolândia (TO) — 47,39
  15. Cumaru do Norte (PA) — 47,43
  16. Peritoró (MA) — 47,53
  17. Oeiras do Pará (PA) — 47,57
  18. Ladainha (MG) — 47,58
  19. Anajás (PA) — 47,62
  20. Paranã (TO) — 47,63

O município de Uiramutã, localizado no extremo Norte do país, enfrenta desafios históricos ligados ao acesso a serviços básicos, infraestrutura e isolamento geográfico. Cidades situadas em áreas remotas frequentemente encontram dificuldades maiores para garantir cobertura ampla de saúde, educação, transporte e saneamento.

Além disso, fatores socioeconômicos e logísticos acabam impactando na qualidade de vida da população. Em regiões mais afastadas, distâncias extensas e dificuldade de acesso dificultam tanto investimentos quanto oferta contínua de serviços públicos.

Enquanto algumas cidades conseguem reunir segurança, saúde, infraestrutura e bem-estar em níveis elevados, outras ainda convivem com dificuldades básicas que impactam diretamente o cotidiano da população. 


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