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UNICEF fala sobre consumo de ultraprocessados na infancia e declara 'crise global de nutrição'

Entenda o alerta da UNICEF sobre consumo de alimentos ultraprocessados e o motivo disso ser preocupante.

Thyago Soares | 11 de Dezembro de 2025 às 09:57

A alimentação é parte fundamental para o desenvolvimento das crianças. - Reprodução / Freepik

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, a UNICEF, lançou um alerta sobre o impacto nocivo dos alimentos ultraprocessados na saúde das crianças e adolescentes, descrevendo o cenário atual como uma crise global de nutrição. Relatórios recentes da organização mostram que o panorama alimentar infantil mudou drasticamente nas últimas décadas, com consequências profundas para o crescimento, o desenvolvimento e a saúde em geral. 

Entenda o alerta

Segundo a análise do órgão, os alimentos ultraprocessados, que são produtos industrializados com altos níveis de açúcares, gorduras saturadas, sal e aditivos, e com baixo conteúdo de nutrientes essenciais, estão cada vez mais presentes na dieta de crianças em todo o mundo. 

Isso ocorre em grande parte pela facilidade de acesso, marketing agressivo e pela dominância desses produtos em ambientes escolares e urbanos, que moldam os hábitos alimentares desde a primeira infância, segundo a UNICEF.

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O relatório ainda aponta que esse padrão alimentar contribui para o aumento da obesidade, que pela primeira vez superou a subnutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar, um marco preocupante no campo da nutrição infantil. Estima-se que uma em cada 10 crianças e adolescentes mundialmente viva com obesidade, um quadro diretamente associado ao consumo excessivo de alimentos de baixa qualidade nutricional.

O que fazer para mudar esse cenário?

O documento da UNICEF recomenda políticas públicas mais robustas para enfrentar essa emergência. Entre as ações propostas estão restrições à publicidade de alimentos ultraprocessados voltados ao público infantil, rotulagem clara e informativa, taxa sobre produtos não saudáveis e incentivos ao consumo de alimentos frescos e minimamente processados. 

A organização reforça que mudanças estruturais no ambiente alimentar são essenciais para proteger a saúde das próximas gerações, uma vez que manter uma alimentação equilibrada desde os primeiros anos de vida tem papel decisivo no desenvolvimento físico e cognitivo.


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