Trombofilia: entenda o diagnóstico de Maíra Cardi que acende alerta para futuras mães

A trombofilia pode causar complicações graves na gestação, como aborto e partos prematuros, segundo especialistas.

Douglas Ferreira | 30 de Abril de 2025 às 16:04

Maíra Cardi revela diagnóstico de trombofilia durante gravidez - Reprodução/Instagram

Em um vídeo publicado no TikTok no último domingo (27), a influenciadora Maíra Cardi revelou que foi diagnosticada com trombofilia. A declaração foi feita um dia após o anúncio de sua gravidez com o empresário Thiago Nigro. Segundo Maíra, que está grávida de três meses, seu médico recomendou a realização de um exame para trombofilia por causa do aborto espontâneo que a empresária sofreu em janeiro deste ano.

"Assim que eu descobri a gravidez, o meu médico falou: 'Maíra, tem alguma coisa errada. Se você já tem dois filhos e você nunca perdeu, e você acabou de perder um e engravidou em um período tão curto, tem alguma coisa errada e eu vou pedir para você fazer alguns exames'", contou a influencer. "Eu comecei a estudar sobre a doença, entender o caso e fiquei mais tranquila", afirmou Maíra, que já está sendo acompanhada por especialistas.

O que é trombofilia?

A trombofilia  é uma condição que pode colocar a gestação em risco. Segundo a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a trombofilia é uma tendência do organismo a sofrer com trombose devido a uma circulação prejudicada, o que favorece a formação dos coágulos sanguíneos no interior das veias.

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“Mas é importante ressaltar que são problemas diferentes. Uma pessoa com trombofilia pode nunca ter uma trombose na vida. E quem sofre com trombose não necessariamente tem trombofilia”, afirma a médica.

Como a trombofilia afeta a gravidez?

De acordo com o ginecologista Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana, a trombofilia pode causar complicações graves, especialmente durante a gravidez.

“As alterações sanguíneas causadas pela trombofilia podem obstruir a circulação placentária, reduzindo do fluxo de sangue para o local. Em casos em que apenas parte das veias é obstruída, o resultado pode ser uma diminuição do fornecimento de nutrientes para o bebê, comprometendo o crescimento fetal. Já em casos mais graves, pode ocorrer o descolamento da placenta e até mesmo a morte do feto, levando a partos prematuros e aumentando o risco de aborto”, alerta o médico.

Quais são os sinais de alerta?

Segundo os especialistas entrevistados, o maior desafio para o diagnóstico da trombofilia é que ela pode ser assintomática. No entanto, alguns sinais podem indicar risco:

A Dra. Aline Lamaita alerta que pessoas com histórico familiar de trombose, abortos espontâneos ou complicações gestacionais devem manter acompanhamento médico preventivo.

Como é feito o diagnóstico da trombofilia?

O diagnóstico geralmente é feito a partir de exames específicos, especialmente quando há dificuldades para engravidar ou abortos recorrentes. Segundo o Dr. Rodrigo, é muito comum que mulheres receberem o diagnóstico de trombofilia durante tentativas de engravidar em procedimentos de fertilização in vitro sem sucesso, já que a condição pode causar falhas na implantação do embrião.

Qual o tratamento indicado?

Após receber o diagnóstico, o tratamento é indispensável para preservar a saúde da mãe e do bebê. Contudo, embora o tratameto possa variar dependendo de cada caso, a Dra. Aline Lamaita explica que:

“Podemos prescrever o uso de anticoagulantes, como a heparina, e a adoção de um estilo de vida saudável, abandonando hábitos considerados fatores de risco para o problema. Recomenda-se, por exemplo, que a mulher pare de fumar e ingerir álcool, consuma bastante água, adote uma alimentação balanceada, realize exercícios físicos regularmente e evite passar muito tempo na mesma posição. Peso excessivo também figura entre os fatores agravantes, pois o excesso de gordura aumenta o estado inflamatório e dificulta o retorno venoso, tornando a circulação venosa mais lenta.”


Se você está planejando uma gravidez e tem histórico familiar de trombose ou problemas gestacionais, procure um especialista para investigação preventiva. Com acompanhamento adequado, é possível ter uma gestação segura e tranquila, mesmo com trombofilia.

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