Treino de rapidez mental é capaz de reduzir risco de demência

Pesquisas apontam que treino e exercícios mentais podem melhorar o raciocínio e reduzir o risco de demência.

Thyago Murad | 13 de Fevereiro de 2026 às 10:13

Pesquisadores concluem que exercícios podem afetar o desempenho cerebral. - Reprodução / Freepik

Uma pesquisa aponta que exercícios mentais podem desempenhar papel importante na saúde cerebral e na memória. O estudo, conduzido nos Estados Unidos, mostrou que um tipo específico de treinamento cerebral focado em rapidez de processamento pode reduzir o risco de demência, incluindo Alzheimer, em cerca de 25% décadas depois da intervenção.

Saiba detalhes da pesquisa

A pesquisa acompanhou mais de 2,8 mil participantes com 65 anos ou mais ao longo de 20 anos, avaliando diferentes tipos de estímulos cognitivos. Os voluntários foram divididos em grupos que fizeram exercícios de velocidade de processamento visual, memória ou raciocínio, e um grupo controle que não recebeu nenhum treinamento. 

Os resultados demonstraram que apenas o grupo que realizou o chamado “speed training”, um conjunto de exercícios que desafia o cérebro a reconhecer rapidamente estímulos visuais em crescimento de dificuldade, apresentou redução significativa no diagnóstico de demência ao longo das duas décadas de acompanhamento. 

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O treinamento de velocidade mental foi realizado em sessões de cerca de 60 a 75 minutos duas vezes por semana, durante cinco a seis semanas, com apoio de sessões de reforço nos meses seguintes. Esse tipo de estímulo pode ser comparado a jogos interativos de velocidade cognitiva em que o participante precisa identificar rapidamente objetos ou padrões em uma tela. 

O efeito persiste quando esses reforços são aplicados, sugerindo que um curto período dedicado ao treino cerebral pode ter impacto duradouro na saúde cognitiva. 

Os especialistas envolvidos no estudo destacaram que essa é uma das primeiras evidências vindas de um ensaio clínico controlado que associam exercícios cognitivos específicos com redução real no risco de desenvolver demência, avaliando diagnósticos reais verificados em registros de saúde ao longo de décadas. 


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