Setembro Vermelho alerta para as doenças cardiovasculares. Entenda como surgiu a campanha, seus objetivos e a importância da prevenção e do check-up.
Você sabia que em setembro também é realizada a campanha de Setembro Vermelho? A iniciativa chama atenção para as doenças cardiovasculares e para a importância de prevenir, identificar e tratar esses problemas.
No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência dessas enfermidades, de acordo com dados citados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Na prática, isso representa uma morte a cada 90 segundos.
O mês também tem uma data importante no calendário: 29 de setembro, quando é celebrado o Dia Mundial do Coração. Por isso, o período é usado para colocar a saúde cardiovascular em evidência e lembrar que cuidar do coração envolve hábitos cotidianos, acompanhamento médico e atenção à prevenção.
O que é o Setembro Vermelho?
Como mencionamos, o Setembro Vermelho é uma campanha nacional de conscientização sobre as doenças cardiovasculares. A proposta é levar informações à população e reforçar a importância da prevenção e de um estilo de vida saudável.
Entre os objetivos da campanha estão ampliar o acesso a informações sobre essas doenças, orientar sobre formas de prevenção, incentivar hábitos saudáveis, reforçar a importância do diagnóstico precoce e estimular ações do poder público voltadas à prevenção e ao tratamento.
A campanha ganhou caráter oficial no Brasil em 2023, quando a Lei nº 14.747, de 5 de dezembro daquele ano, instituiu setembro como o Mês de Conscientização sobre as Doenças Cardiovasculares.
A legislação também estabeleceu semanas temáticas dedicadas à cardiopatia isquêmica, à cardiopatia congênita, às doenças da aorta e às doenças das válvulas cardíacas.
Como surgiu o Setembro Vermelho?
Embora tenha sido oficializado por lei apenas em 2023, o Setembro Vermelho já era realizado de maneira extraoficial no Brasil. De acordo com o Brasil Escola, a origem da campanha remonta a aproximadamente 2014.
Naquele ano, o Instituto Lado a Lado pela Vida criou uma iniciativa para conscientizar a população sobre as doenças cardiovasculares. A ação foi realizada em setembro e se tornou uma precursora da campanha atual.
A escolha do mês não aconteceu por acaso! Na verdade, setembro abriga uma das principais datas relacionadas à saúde cardiovascular: o Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro. A data foi estabelecida em 2000 pela Federação Mundial do Coração, instituição reconhecida pelas Nações Unidas.
Assim, o mês passou a concentrar ações voltadas à conscientização sobre os cuidados com o coração.
Por que as doenças cardiovasculares preocupam tanto?
As doenças cardiovasculares estão entre os principais problemas de saúde no país e são apontadas como a principal causa de morte no mundo. No Brasil, a estimativa apresentada nas fontes é de aproximadamente 400 mil mortes por ano relacionadas a essas enfermidades.
Uma publicação do Hospital de Clínicas da Unicamp, de setembro de 2025, destaca que mortes provocadas por doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, correspondem a uma em cada três mortes no mundo. No Brasil, o mesmo material cita a marca de 400 mil mortes anuais.
A dimensão do problema ajuda a explicar por que campanhas de conscientização continuam sendo realizadas.
O impacto não está apenas nos números de mortes. As doenças cardiovasculares também podem provocar sequelas e afetar a rotina de pessoas que precisam conviver com essas condições, além de gerar impactos para suas famílias. Esse foi um dos pontos destacados durante uma ação promovida pela Câmara dos Deputados em 2024.
Quais são as principais doenças cardiovasculares?
O termo doenças cardiovasculares engloba diferentes condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Entre as principais doenças citadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios estão o acidente vascular cerebral, o infarto agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca e a aterosclerose.
Os sinais podem variar de acordo com o problema. No caso do AVC, os sintomas mencionados incluem confusão mental, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dor de cabeça súbita e intensa, alterações na fala, perda da visão em um dos olhos e desmaio.
Já o infarto pode provocar dor persistente no peito, dor na região do estômago, nas costas ou no braço esquerdo, dificuldade para respirar e suor frio.
A insuficiência cardíaca pode estar associada a falta de ar, inchaço nas pernas e nos pés, taquicardia, cansaço excessivo e tosse seca. Na aterosclerose, podem aparecer dor na panturrilha, dificuldade para cicatrizar feridas nas pernas e nos pés e alterações na coloração e temperatura dos dedos.
Diante de suspeita de uma dessas condições, a orientação apresentada pela fonte é procurar assistência médica imediatamente.
Setembro Vermelho reforça a importância da prevenção
A prevenção é um dos principais focos do Setembro Vermelho. O Hospital de Clínicas da Unicamp destaca que é imprescindível manter uma rotina de atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada, não fumar, controlar o estresse e fazer consultas e exames preventivos são medidas importantes para cuidar da saúde cardiovascular.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios também cita uma dieta saudável e equilibrada, com alimentos que ajudam a diminuir o colesterol ruim, além da redução do consumo de sal e açúcar. A recomendação inclui ainda evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Outro ponto destacado é o acompanhamento de condições como a hipertensão. Segundo a publicação do TJDFT, a hipertensão é considerada responsável pela ocorrência de 80% dos casos de AVC e 40% dos infartos.
A prevenção, portanto, não depende de uma única atitude. Ela envolve uma combinação de cuidados ao longo do tempo.
O check-up cardiológico permite acompanhar a saúde do coração e identificar condições que poderiam ser prevenidas ou amenizadas. O acompanhamento periódico também permite ao médico avaliar o risco de ocorrência de um evento cardiovascular agudo.
A lista de exames não é necessariamente igual para todas as pessoas. Ela varia de acordo com as condições individuais e pode incluir eletrocardiograma, teste ergométrico, Holter de 24 horas, ecocardiograma com Doppler e monitorização ambulatorial da pressão arterial, conhecida como MAPA.
A principal recomendação é que mesmo pessoas assintomáticas iniciem o check-up cardiológico aos 35 anos, principalmente quando são sedentárias. Para quem tem histórico familiar das principais doenças do coração, a avaliação pode começar aos 30 anos.
Essas recomendações são apresentadas pela fonte para grupos específicos e não substituem uma avaliação individual.
O que fazer durante o Setembro Vermelho?
O mês de conscientização também pode ser um momento para rever alguns hábitos, nã oé mesmo? A prática de exercícios físicos aparece entre as principais recomendações. Em 2025, o Hospital de Clínicas da Unicamp destacou o tema do Dia Mundial do Coração daquele ano, proposto pela Federação Mundial do Coração, com um convite para que as pessoas se movimentassem diariamente por pelo menos 25 minutos. Caminhar, correr, praticar ioga e dançar foram citadas como possibilidades.
A alimentação também ocupa espaço importante nas ações da campanha. Evitar alimentos ultraprocessados e priorizar frutas, verduras, legumes, carnes magras, óleos naturais e sementes estão entre as orientações apresentadas pela Câmara dos Deputados.
O controle do estresse e a ausência de tabagismo também são destacados, assim como a possibilidade de manter os exames de rotina em dia. O objetivo não é esperar que algum problema apareça para começar a cuidar da saúde. A proposta do Setembro Vermelho é justamente reforçar a prevenção e a identificação precoce das doenças cardiovasculares.