Saiba o que dizem as autoridades sobre os casos de efeitos colaterais de uso de canetas emagrecedoras ocorridos no sul do Brasil.
O estado de Santa Catarina está acompanhando com atenção um surto de efeitos colaterais possivelmente ligados ao uso de medicamentos emagrecedores conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde local informou que quatro pessoas apresentaram eventos adversos.
Saiba detalhes dos casos
De acordo com as autoridades de saúde locais, as vítimas dos efeitos adversos apresentaram sintomas de natureza neurológica após utilizarem substâncias injetáveis que contêm tirzepatida, um composto usado em tratamentos de obesidade e controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2.
Os casos foram comunicados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que monitora a situação.
Segundo divulgado pela SES à imprensa, as vítimas começaram a sofrer sintomas após o uso do Mounjaro, medicamento com registro aprovado pela Anvisa para uso específico em obesidade associada a comorbidades e diabetes tipo 2.
A SES enfatizou que ainda não houve registros de pancreatite no estado, outro efeito adverso grave associado ao uso inadequado dessas medicações que tem sido observado em outras partes do Brasil.
A tirzepatida, princípio ativo dessa medicação, atua sobre hormônios envolvidos na regulação do apetite e do metabolismo e, por isso, ganhou popularidade entre pessoas em busca de perda de peso. O uso sem acompanhamento médico pode trazer riscos, principalmente quando feito fora das indicações clínicas aprovadas.
Autoridades de saúde têm alertado que o uso indiscriminado ou a aquisição desses medicamentos.
O que orientam as autoridades
Os quatro casos em Santa Catarina foram notificados como eventos adversos neurológicos, o que significa que os pacientes desenvolveram sintomas relacionados ao sistema nervoso após o uso das canetas emagrecedoras.
A SES confirmou que os relatos estão sendo monitorados e que a Anvisa foi informada formalmente sobre as ocorrências. A Diretoria de Vigilância Sanitária também emitiu recomendações para a população, orientando que esses medicamentos só devem ser usados com prescrição médica, em farmácias e drogarias regularizadas, e com acompanhamento contínuo de um profissional de saúde habilitado.
O uso indevido ou sem supervisão pode resultar em efeitos adversos graves, como náuseas intensas, vômitos persistentes, desidratação severa, hipoglicemia e, em casos raros, pancreatite aguda.
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