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Pesquisadores descobrem nova doença que afeta a mente de idosos

A ciência descobriu nova doença com sintomas semelhantes ao Alzheimer que pode afetar a mente de idosos.

Thyago Soares | 22 de Dezembro de 2025 às 10:32

Essa condição indica que muitos idosos podem ter sido diagnosticados com Alzheimer de forma equivocada. - Reprodução / Freepik

A medicina alerta para uma nova doença neurológica que afeta a memória e a lucidez em idosos, uma condição frequentemente confundida com o mal de Alzheimer mas com características próprias que agora começam a ser melhor compreendidas pela comunidade médica. A doença foi denominada LATE, sigla para Encefalopatia TDP-43 relacionada à idade com predomínio límbico, e costuma ocorrer em pessoas com mais de 65 anos, especialmente acima dos 80.

Conheça mais sobre a nova doença neurológica

O LATE é caracterizado pelo acúmulo anormal da proteína TDP-43 no cérebro, um processo que causa danos progressivos às células nervosas em regiões ligadas à memória e ao raciocínio. A presença dessa proteína no tecido cerebral altera o funcionamento normal das células e compromete funções cognitivas essenciais, como lembrar de fatos recentes ou localizar objetos no espaço.

Embora muitos dos sintomas do LATE sejam semelhantes aos do Alzheimer, como perda de memória, dificuldade de raciocínio e sinais de demência, estudos indicam que essa nova condição tem origem biológica diferente da doença de Alzheimer, que envolve acúmulo de amiloide e proteína Tau. Por isso, especialistas alertam que muitos pacientes com LATE podem ter sido diagnosticados equivocadamente como portadores de Alzheimer no passado.

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O reconhecimento formal do LATE como entidade clínica distinta surgiu depois que pesquisadores reunidos pelo Centro Sanders-Brown de Pesquisas sobre Envelhecimento da Universidade de Kentucky analisaram dados de autópsias cerebrais e estudos anteriores e perceberam a frequência com que a proteína TDP-43 se acumulava em cérebros de idosos com sintomas cognitivos. 

Os pesquisadores apontam que os riscos do desenvolvimento dessa condição aumentam com a idade e também à presença da variante genética APOE4, que também está associada ao Alzheimer.  

O reconhecimento dessa nova condição abre caminho para pesquisas específicas sobre diagnóstico e tratamento, incluindo ensaios clínicos que já estão sendo planejados para testar abordagens terapêuticas específicas para LATE. 


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