Entenda declaração da OMS que aponta que a transmissão de HIV entre mãe e bebê está extinta no Brasil.
A Organização Mundial da Saúde certificou o Brasil pela eliminação da transmissão de HIV de mãe para filho, um marco histórico que faz do país o maior do mundo a alcançar esse reconhecimento, segundo comunicado oficial da agência internacional.
O reconhecimento foi formalizado em Brasília em dezembro de 2025, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde e OMS, Jarbas Barbosa. Essa certificação consolida o compromisso brasileiro com políticas públicas de saúde abrangentes e com a promoção de acesso universal aos cuidados de saúde materna e infantil, pilares essenciais para atingir esse resultado.
Para receber a validação da OMS, o Brasil atendeu a todos os critérios estabelecidos pela agência, que incluem manter a taxa de transmissão vertical do HIV abaixo de 2%, atingir mais de 95% de cobertura em cuidados pré-natais, testagem de rotina e tratamento antirretroviral para gestantes com HIV e demonstrar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos a mães e seus bebês.
A avaliação foi realizada por especialistas independentes que revisaram dados epidemiológicos, documentação técnica e a operação das unidades de saúde brasileiras antes de recomendar a certificação internacional.
O apoio do Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado como fator determinante no processo. A OMS apontou que o modelo de assistência pública gratuita e a integração de testes rápidos de HIV no pré-natal, aliados ao acesso oportuno a medicamentos antirretrovirais, tornaram possível que gestantes com HIV recebessem tratamento eficaz e tivessem acompanhamento contínuo ao longo da gestação.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que eliminar a transmissão de HIV de mãe para filho é um marco importante de saúde pública para qualquer país, especialmente para uma nação de grande tamanho e diversidade como o Brasil.
“O Brasil demonstrou que, com compromisso político contínuo e acesso equitativo a serviços de saúde de qualidade, é possível garantir que todas as crianças nasçam livres do HIV e que todas as mães recebam o cuidado que merecem”, declarou na ocasião.
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