Entenda as novas diretrizes e o novo cronograma das vacinas infantis determinado pelas autoridades dos EUA.
Os Estados Unidos promovem uma mudança histórica no calendário de vacinação infantil ao reduzir as recomendações de imunização para diversas doenças, uma decisão que gerou forte debate entre especialistas em saúde pública. A medida, anunciada em 5 de janeiro de 2026 pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos e implementada pelos Centers for Disease Control and Prevention, representa uma revisão drástica das diretrizes que vinham orientando a vacinação de crianças no país há décadas.
Entenda a decisão e saiba quais vacinas já não são parte do cronograma vacinal estadunidense
Segundo o novo cronograma, os EUA deixaram de recomendar universalmente a vacinação contra seis doenças, entre elas a gripe (influenza), rotavírus, doença meningocócica e hepatite A.
Essas vacinas, que antes eram indicadas para todas as crianças, agora passam a ser recomendadas com base em uma abordagem de tomada de decisão clínica compartilhada, em que pais e médicos decidem juntos sobre a necessidade de imunização em cada caso.
A cobertura universal permanece para 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite, caxumba, rubéola e varicela (catapora). Outra mudança é a recomendação de uma única dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), em vez das duas previamente indicadas.
Segundo as autoridades de saúde, o objetivo dessa revisão inclui alinhar o calendário americano com práticas observadas em outros países desenvolvidos e “reconstruir a confiança pública” no processo de imunização.
A decisão também chamou a atenção por ter sido feita de forma não usual, ignorando os processos típicos de revisão científica por meio de um painel consultivo independente, como é habitual nos EUA. As organizações médicas como a Academia Americana de Pediatria alertaram que mudanças dessa natureza devem se basear em evidências científicas transparentes, destacando que sistemas de saúde de países analisados diferem significativamente do modelo americano, especialmente em relação à universalidade e acesso.
Os órgãos responsáveis afirmaram que a vacinação continuará acessível e coberta por seguros, independentemente da categoria em que cada imunizante se enquadre. As autoridades destacaram que a nova abordagem busca oferecer mais flexibilidade para decisões clínicas personalizadas, mas o debate entre profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas segue intenso.
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