Estudo aponta que uso de adoçante pode afetar a saúde; entenda

Nova pesquisa aponta que adoçante pode afetar a saúde e que não há dose segura para consumo de alimento.

Thyago Soares | 7 de Janeiro de 2026 às 11:42

O uso cotidiano de adoçante é apontado como um risco para a saúde. - Reprodução / Freepik

O consumo de adoçantes, mesmo em quantidades consideradas seguras por órgãos reguladores, pode estar associado a alterações adversas na saúde metabólica e cardíaca, segundo evidências mencionadas em um estudo recente que inspira alerta sobre o uso desses substitutos do açúcar. 

Entenda a relação entre os adoçantes e os danos à saúde

Uma pesquisa publicada no periódico Biomedicine & Pharmacotherapy sugere que não existe dose de consumo de adoçante que seja completamente isenta de riscos, indicando que compostos frequentemente usados em alimentos “zero açúcar” podem causar efeitos sobre o organismo mesmo em níveis baixos.

O ponto central da análise é que apesar de adoçantes serem aprovados e considerados seguros dentro dos limites diários estabelecidos, seu consumo pode estar ligado a alterações metabólicas e cardiovasculares. O ensaio científico, conduzido na Espanha, acompanhou camundongos machos durante o período de um ano no qual parte dos animais receberam doses de adoçantes à base de aspartame de 6,6mg, quantidade considerada segura para consumo humano, em intervalos espaçados.

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Após o período de observação, foi possível observar que o consumo de adoçante afetou a fisiologia dos animais, de modo que aqueles que consumiram adoçante começaram a apresentar diminuição no desempenho cardíaco, dificuldades no bombeamento de sangue e um aumento considerável do estresse do coração.

O ensaio científico também foi capaz de identificar uma redução significativa na capacidade metabólica de absorver a glicose, o que pode resultar em um menor fornecimento de energia para o cérebro a longo prazo.

A pesquisa reforça a necessidade de ter atenção aos alimentos consumidos de forma cotidiana, uma vez que muitos deles podem afetar o organismo de formas surpreendentes.


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