O DIU-LNG e o desogestrel são tratamentos hormonais para mulheres com endometriose.
Carol Peres | 10 de Julho de 2025 às 10:18
A endometriose é uma doença que acontece quando partes do endométrio, o revestimento do útero que deveria ser expelido durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal. As informações são do Ministério da Saúde.
É, portanto, uma condição silenciosa e dolorosa que estima-se afetar uma a cada 10 mulheres brasileiras. Felizmente, existem alguns tratamentos eficazes na solução do problema, e o Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar também outras possíveis abordagens para as pacientes.
Caso você perceba algum destes sintomas, considere consultar um ginecologista para investigar a possibilidade de endometriose.
Após a consulta, o médico pode decidir entre algumas abordagens, como a prescrição de medicamentos anticoncepcionais que inibem a atividade dos ovários ou a realização de uma cirurgia de remoção tecido endometrial ectópico, quando outras medidas não são o suficiente para aliviar os sintomas.
Porém, a Agência Brasil explica que duas novas abordagens foram incorporadas à rede do SUS: o dispositivo intrauterino liberador de levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel.
Segundo nota Ministério da Saúde, compartilhada pela Agência Brasil, o DIU-LNG suprime o crescimento do tecido endometrial fora do útero e é uma opção para mulheres com contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados.
Já o desogestrel é um anticoncepcional hormonal que age bloqueando a atividade hormonal, impedindo o crescimento do endométrio fora do útero. Então, o medicamento atua na redução da dor e dificulta a progressão da doença.
"Mais do que inovação, estamos falando de garantir cuidado oportuno e eficaz para milhares de mulheres que convivem com a dor e o impacto da endometriose em seu dia a dia. A oferta desses dois tratamentos representa, acima de tudo, qualidade de vida para as pacientes e um avanço relevante na atualização tecnológica do SUS — fruto de um processo criterioso, conduzido com base nas melhores evidências científicas pela Conitec", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A publicação do Ministério da Saúde aponta que é preciso cumprir algumas etapas necessárias, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose, para que os dois novos tratamentos estejam disponíveis na rede pública. Portanto, é importante ficar ligado nas próximas atualizações.
Até lá, as pacientes que possuem o diagnóstico podem receber acompanhamento e ser tratadas pelo SUS através da terapia hormonal ou cirurgia.
Você tem ou conhece alguém que lide com a endometriose? Já compartilha essa matéria pois o acesso a informações é fundamental para garantir saúde e bem-estar.
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