Dormir no meio do dia faz mal? Veja quando a soneca é uma aliada da saúde

Entenda se dormir no meio do dia faz mal ou se isso não passa de um boato, de acordo com pesquisas e opiniões de especialistas.

Thyago Soares | 5 de Agosto de 2025 às 08:00

Cochilar é um hábito muito comum. - Reprodução / Freepik

O hábito de dar uma boa cochilada depois do almoço é parte da vida de muita gente, mas afinal, será que isso realmente pode fazer mal para a saúde? Na verdade, médicos apontam que dormir após o almoço pode ser uma ferramenta eficaz de reenergizar o cérebro e o corpo, e até proteger contra o envelhecimento. Fique conosco para entender!

Quando a soneca vira aliada do cérebro

Tirar um cochilo leve após o almoço pode ser exatamente o que seu cérebro precisa para se reorganizar. A médica do sono Dra. Maíra Rocha explicou ao portal Dráuzio Varella que, qualquer atividade cerebral causa um acúmulo de substâncias no órgão e que com o passar dos dias, esse acúmulo ocasiona em sensações como cansaço e sonolência.

“É como se elas fossem poeirinhas que vão se acumulando. A soneca durante o dia promove uma mini limpeza, uma faxina no cérebro. Ela vai aspirar a poeira que se acumulou até aquele momento”, explicou a médica.

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E é aí que pode entrar o cochilo da tarde! Segundo uma revisão de estudos científicos, sonecas de cerca de 20 a 30 minutos são suficientes para melhorar memória, criatividade e foco, sem necessitar que  o indivíduo entre no sono profundo e se sofra da inércia do sono, aquela sensação de despertar confuso e grogue.

Qual é o momento ideal para cochilar?

Segundo o estudo linkado acima, a janela ideal para a pausa acontece entre 12h e 13h, quando o ritmo circadiano natural indica uma queda de alerta após o almoço. A duração ideal desse descanso deve ser de 20 a 30 minutos, no máximo, a fim de evitar interferir no descanso noturno.

“A inércia do sono é a redução da habilidade de pensar e performar após o despertar, porque a gente ainda está com sono. Isso acontece quando fazemos ciclos de sono de ondas lentas, que seria o estágio 3 do sono. Se restringirmos a duração da soneca para 20 minutos a meia hora, só fazemos ciclos de sono superficiais, que seriam o estágio 1 e 2. Aí a gente tem os benefícios da soneca, mas sem a letargia”, afirma a Dra. Maíra.

Quais os benefícios a longo prazo?

Pesquisas da University College London (UCL) mostram que quem tira sonecas regulares apresenta volumes cerebrais até 6 anos mais “jovens” do que quem não cochila, o que sugere uma possível proteção contra declínio cognitivo e demência. Outros estudos indicam que cochilos curtos melhoram humor e estado de alerta, além de reduzir os níveis de estresse cardiovascular, tudo isso sem prejudicar a produtividade ou o sono noturno.

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