Diabetes e síndrome metabólica: qual a relação entre as duas condições?

O que é a síndrome metabólica e qual sua relação com o diabetes? Entenda a diferença entre as duas condições e saiba como evitá-las.

Julia Monsores | 5 de Janeiro de 2020 às 12:00

BrianAJackson/iStock -

A síndrome metabólica foi discutida pela primeira vez em uma palestra de 1988, em Nova Orleans, promovida pela Associação Americana de Diabetes, quando o Dr. Gerald Reaven observou que os seguintes problemas de saúde costumam ocorrer juntos e podem ter uma causa comum: intolerância à glicose, resistência à recaptação da glicose estimulada pela insulina, glicemia elevada, alto nível de triglicerídeos (um tipo de gordura do sangue), hipertensão arterial e redução das lipoproteínas de alta densidade (o chamado colesterol bom).

A circunferência abdominal grande é um fator de risco adicional e visível. Quem tiver pelo menos três desses problemas pode receber o diagnóstico de “síndrome metabólica”, conceito que evoluiu a partir da palestra do Dr. Reaven.

Doenças envolvidas

Esses pacientes têm probabilidade acima da média de apresentar diabetes tipo 2 e cardiopatia, com artérias estreitadas ou obstruídas. As doenças envolvidas na síndrome metabólica aumentam por si sós a probabilidade de problemas cardíacos, mas também podem ampliar-se entre si, criando um risco cardíaco ainda maior.

RELACIONADAS

Chocolate amargo diminui as chances de desenvolver diabetes, de acordo com estudo

Atriz Fernanda Rodrigues conta que descobriu traição ao vivo pela TV

Coceira na região íntima como a de Raquel Brito pode ser causada por problema comum; saiba qual

Estima-se que 20% a 25% das pessoas tenham síndrome metabólica em todo o mundo. Não há consenso sobre as causas básicas, embora uma teoria culpe a resistência à insulina (doença em que o corpo não reage direito ao hormônio que ajuda a levar o açúcar às células e, assim, provoca uma cascata de desequilíbrios). Com mais frequência, a resistência à insulina é deflagrada pelo excesso de peso combinado à falta de atividade física.

A síndrome metabólica leva necessariamente ao diabetes?

Em relação à população em geral, quem tem síndrome metabólica apresenta o triplo da probabilidade de infarto e o quíntuplo de desenvolver diabetes tipo 2.

É possível estar com sobrepeso sem apresentar síndrome metabólica. A doença ocorre menos em mulheres obesas do que em homens obesos. “Até a menopausa, as mulheres têm nível mais alto de estrogênio. Isso está associado ao nível mais alto de HDL, o colesterol ‘bom’, e menor de triglicerídeos”, diz o Dr. Bruce Wolffenbuttel, professor de endocrinologia e metabolismo do Centro Médico Universitário Groningen, nos Países Baixos.

“A síndrome metabólica é mais provável quando a gordura se concentra na cintura”, acrescenta ele; esse tipo de gordura secreta proteínas com maior potencial nocivo.

Quando alguém se encaixa nos critérios da síndrome metabólica, o médico pode receitar medicamentos para cada um dos transtornos. Também é fundamental atacar o conjunto todo com o aumento dos exercícios e uma alimentação saudável; a meta é perder de 5% a 10% do seu peso durante um ano. Com esforço considerável, a síndrome metabólica é extremamente reversível, assim como seus riscos.

Compartilhe: