A suplementação com creatina é bastante positiva para organismo, mas também apresenta efeitos colaterais.
Carol Peres | 9 de Abril de 2025 às 10:11
A creatina é uma susbstância presente na rotina de muitas pessoas que praticam atividades físicas regularmente. Sendo um componente de alimentos como peixes e carnes, produzido pelo corpo e também vendido na forma de suplemento, o composto fornece energia para os músculos.
Dessa forma, a creatina aumenta o desempenho físico, previne doenças crônicas e favorece o ganho de massa muscular. Apesar de seus efeitos positivos, a suplementação deve ser feita com a orientação de um nutricionista pois também apresenta alguns possíveis efeitos colaterais.
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O efeito colateral mais comum associado à suplementação de creatina é o ganho de peso decorrente do crescimento dos músculos. Alguns textos apontam também a possibilidade de acontecer uma sobrecarga nos rins e no fígado devido ao consumo exagerado. Contudo, um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition afirma que não evidências que comprovem essa relação em pessoas saudáveis.
Ainda assim, quem possui problemas no fígado ou nos rins deve evitar o suplemento. Isso reforça a importância do acompanhamento de um nutricionista e de dedicar atenção à ingestão de líquidos.
Outras possíveis consequências do uso da creatina são diarreia, desconforto gástrico, dor na barriga, náuseas, cãibras e desidratação. Tais reações variam de acordo com o organismo de cada pessoa. As informações são do site Tua Saúde, Hospital Albert Einsten e Revista Veja.
O mesmo estudo destacou que não existem evidências científicas de que a creatina tenha impacto na queda de cabelo, tratando-se apenas de um mito. De acordo com a nutricionista Michelle Ferreira, para o site Minha Vida Fitness, o que acontece é uma preocupação teórica de que o suplemento poderia aumentar os níveis de di-hidrotestosterona (DHT), um hormônio associado à calvície de origem genética.
"Um estudo pequeno, feito com jogadores de rúgbi, sugeriu que a creatina poderia aumentar os níveis de DHT, mas essa evidência é limitada e não foi confirmada por pesquisas maiores".
Portanto, por ser apenas uma hipótese, a suplementação adequada e supervisionada não representa risco para a saúde capilar. Contudo, a especialista recomenda que as pessoas com predisposição à calvície converse com um nutricionista ou dermatologista, de forma a avaliar se a substância está realmente adequada ao seu perfil.
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