O mosquito da dengue também pode representar riscos para cães e gatos, saiba quais doenças podem afetar os pets e conheça os principais sinais de alerta.
Thyago Murad | 17 de Junho de 2026 às 11:00
Quando se fala em mosquito da dengue, a preocupação costuma estar voltada para a saúde humana, certo? Afinal, doenças como dengue, zika e chikungunya afetam milhões de pessoas todos os anos e representam um importante desafio de saúde pública em diversos países, incluindo o Brasil.
O que muita gente não sabe é que o aedes aegypti também pode representar riscos para cães e gatos. Embora os animais domésticos não desenvolvam dengue da mesma forma que os humanos, eles podem ser vítimas de outras doenças transmitidas por mosquitos, algumas delas potencialmente graves.
Com a chegada dos períodos mais quentes e chuvosos, quando a proliferação do Aedes aegypti e de outras espécies aumenta, veterinários reforçam a importância de observar mudanças de comportamento e sinais físicos que podem indicar problemas de saúde relacionados a picadas de insetos.
Entender os sintomas e saber quando procurar ajuda profissional pode fazer toda a diferença para garantir um diagnóstico precoce e aumentar as chances de recuperação dos animais.
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre tutores, porém, até o momento não há evidências científicas de que cães e gatos desenvolvam dengue da mesma forma que os seres humanos.
Isso significa que o vírus da dengue não costuma provocar nos pets o mesmo quadro clínico observado em pessoas infectadas. No entanto, isso não significa que eles estejam completamente protegidos dos riscos associados aos mosquitos.
Diversas doenças que afetam animais são transmitidas por insetos hematófagos, ou seja, aqueles que se alimentam de sangue. Por isso, a presença de mosquitos em ambientes domésticos continua sendo uma preocupação importante para quem convive com cães e gatos.
Entre as enfermidades mais conhecidas está a dirofilariose, também chamada popularmente de "doença do verme do coração". Ela é causada por um parasita transmitido por mosquitos infectados.
Quando o animal é picado, as larvas entram na corrente sanguínea e podem se alojar principalmente no coração e nos vasos pulmonares. A doença é mais comum em cães, mas também pode ocorrer em gatos.
Dependendo da evolução do quadro, a dirofilariose pode causar complicações sérias e até colocar a vida do animal em risco. Além dela, outras enfermidades transmitidas por vetores também exigem atenção dos tutores, especialmente em regiões onde há grande circulação de mosquitos.
Assim como acontece com os seres humanos, os mosquitos funcionam como vetores. Ou seja, eles podem transportar agentes infecciosos de um hospedeiro para outro durante a alimentação.
Ao picar um animal infectado e depois um animal saudável, determinadas espécies conseguem transmitir parasitas e microrganismos responsáveis por doenças. O risco tende a aumentar em áreas com acúmulo de água parada, vegetação abundante e condições favoráveis à reprodução dos insetos.
Por isso, o combate aos criadouros não beneficia apenas a população humana, mas também contribui para a proteção dos animais domésticos.
Os sintomas podem variar de acordo com a doença envolvida. No entanto, alguns sinais costumam indicar que algo não está bem e justificam uma avaliação veterinária.
Entre os principais estão:
Esses sintomas não significam necessariamente que o animal foi infectado por uma doença transmitida por mosquitos. No entanto, servem como alerta para a necessidade de investigação profissional.
Muitos tutores percebem inicialmente que o animal está mais quieto do que o habitual. Um cão que costumava brincar com frequência pode demonstrar desinteresse pelas atividades diárias. Já os gatos podem passar mais tempo escondidos ou apresentar menor interação com a família.
Embora a apatia tenha diversas causas possíveis, ela frequentemente aparece entre os primeiros sinais de que algo está afetando a saúde do pet. Por isso, mudanças comportamentais nunca devem ser ignoradas.
A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir os riscos! Veterinários recomendam a utilização de produtos antiparasitários indicados para cada espécie, sempre com orientação profissional.
Existem coleiras, medicamentos tópicos e produtos de uso oral desenvolvidos para ajudar na proteção contra mosquitos e outros parasitas. Além disso, medidas ambientais são fundamentais.
Entre elas estão:
Esses cuidados ajudam a reduzir a exposição dos animais aos insetos transmissores.
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