Entenda o que se sabe sobre os túneis gigantes encontrados no Brasil e que segundo pesquisadores, não tiveram origem humana.
Um grupo de pesquisadores brasileiros encontrou estruturas subterrâneas gigantes no interior do sul do Brasil. Batizadas de paleotocas, essas formações em forma de túneis não parecem ter sido cavadas por humanos e ainda não puderam ter suas formações explicadas apenas por processos naturais tradicionais.
Saiba detalhes sobre os túneis
O termo paleotoca é usado para designar túneis e abrigos subterrâneos escavados por animais da megafauna pré-histórica que viveu na América do Sul há milhares de anos, muito antes da presença humana no continente. Essas estruturas ocorrem sob colinas e em terrenos rochosos, com comprimento que pode ultrapassar centenas de metros e paredes marcadas por traços que não condizem com ferramentas humanas.
Geólogos e paleontólogos documentaram mais de 1,5 mil dessas paleotocas no Brasil, concentradas principalmente na região sul do país, embora registros semelhantes apareçam também em áreas do sudeste. O professor Heinrich Theodor Frank, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi um dos primeiros a mapear extensamente essas formações, que aparecem com tetos arqueados e pistas de marcações que parecem ter sido feitas por membros de animais gigantes que habitavam o continente no passado.
A forma dessas tocas e as marcas nas paredes, como sulcos longitudinais parecidos com arranhões, indicam que não se tratam apenas de cavernas naturais formadas por água ou erosões, nem de construções humanas antigas. As paredes são suaves e os padrões de escavação não condizem com ferramentas conhecidas de sociedades antigas nem com fenômenos naturais simples, levando pesquisadores a buscar explicações em outras origens.
Quem poderia ter cavado essas tocas?
Como citamos, os pesquisadores acreditam que as estruturas não foram feitas naturalmente e ligam o seu surgimento à megafauna extinta do Pleistoceno, em especial às chamadas preguiças-gigantes ou tatus gigantes, animais que percorriam o continente há aproximadamente entre 8 mil e 10 mil anos.
Esses animais, muito maiores que seus parentes modernos, possuíam membros poderosos e garras robustas que os tornavam capazes de cavar áreas extensas no solo e nas rochas mais macias da região.
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