Saiba detalhes acerca da arte rupestre datada de 10 mil anos achada na região do Monte Sinai e que ajuda a ciência a entender melhor a história do local.
Uma equipe de arqueólogos anunciou uma descoberta que amplia o entendimento sobre a ocupação humana na Península do Sinai, no Egito, área mencionada na Bíblia. Durante escavações e registros de campo no planalto de Umm Arak, pesquisadores localizaram um abrigo rochoso que conserva arte rupestre com aproximadamente 10.000 anos de idade, além de inscrições que se estendem por milênios, oferecendo um raro registro visual das vidas e crenças de povos antigos.
Pesquisadores acham pintura rupestre de 10 mil anos no Monte Sinai
De acordo com informações do portal Arab News, as pinturas e gravuras foram encontradas em um abrigo natural de pedra com cerca de 100 metros de comprimento, que funcionava como espaço de descanso e encontro para grupos humanos ao longo de eras.
A datação do achado mais antigo é especulada entre 10.000 e 5.500 anos antes de Cristo, quando as representações mostram cenas de caça e interações com animais, como figuras de um homem armado com arco acompanhado de cães, indicando práticas de subsistência e relações com a fauna local.
As representações mostram uma sequência de ocupações ao longo de milhares de anos, variando desde as cenas de caça pré-históricas até inscrições atribuídas a povos históricos, como os nabateus, civilização que floresceu entre os séculos IV a.C. e II d.C., conhecida pela construção da antiga cidade de Petra, na atual Jordânia.
Além disso, também foram identificadas imagens de camelos, cavaleiros armados e inscrições em árabe medieval, o que demonstra que o local continuou a ser usado muito depois do período pré-histórico. Esses vestígios indicam que o Sinai permaneceu um ponto de passagem, intercâmbio cultural e comunicação entre diferentes povos ao longo das eras.
Essa descoberta foi possível graças à colaboração entre equipes de arqueólogos e moradores locais, que conheceram e guiaram os pesquisadores até o abrigo rochoso. Essa cooperação ressalta a importância dos conhecimentos tradicionais e comunitários para a arqueologia, especialmente em regiões remotas ou pouco estudadas.
A simbologia por trás do Monte Sinai
A Península do Sinai ocupa lugar central em tradições religiosas judaicas, cristãs e islâmicas. De acordo com a tradição bíblica, teria sido nesta região que Moisés conduziu o êxodo do povo hebreu pelo deserto e recebeu as Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos.
Embora a localização exata do Monte Sinai bíblico ainda seja objeto de debate entre historiadores e arqueólogos, descobertas como a de Umm Arak reforçam a importância milenar da região para diferentes civilizações.
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