Novo achado científico sugere que talvez Marte já tenha tido grandes áreas verdes e clima chuvoso.
Uma descoberta nova recente reacendeu o debate sobre o passado de Marte. Segundo hipótese de cientistas, o planeta vermelho pode ter sido mais úmido e quente do que se imaginava, com chuvas intensas e clima compatível com ambientes tropicais, o que levanta questionamentos sobre a possibilidade de florestas ou ecossistemas com vegetação em um passado distante.
Entenda essa hipótese
Uma sonda de exploração da NASA identificou na cratera Jezero Crater amostras de rochas claras com composição de caulinita, uma argila rica em alumínio que na Terra se forma após longos períodos de chuva forte, calor e clima úmido, típicos de zonas tropicais. Confira imagem da rocha encontrada:
O achado proporciona novas hipóteses sobre o passado de Marte. - Reprodução / Nasa
Para se formar, a caulinita exige processos de lixiviação prolongados, com água líquida circulando por milhares ou milhões de anos. A presença dessa argila em Marte, considerada atípica para as atuais condições áridas do planeta, indica que houveram chuvas significativas no planeta vermelho.
Estudos foram publicados recentemente na revista científica Communications Earth & Environment e analisam os fragmentos coletados pelo rover Perseverance com instrumentos que confirmaram a composição da argila e compararam as rochas marcianas com exemplares terrestres formados sob o clima úmido.
A teoria de que Marte teria sido um planeta com florestas e clima úmido não é nova, mas a evidência da caulinita dá peso científico à ideia de que Marte não era sempre o planeta árido que conhecemos agora. A sugestão de que ele já teve picos de clima tropical reacende a imaginação de cientistas e entusiastas sobre a possibilidade de um “passado verde”.
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