✕

Cientistas apontam que chances de lixo espacial atingir aviões está cada vez maior; entenda

Entenda os riscos acarretados pelo acúmulo de lixo espacial na atmosfera da Terra e o que causa isso.

Thyago Soares | 6 de Janeiro de 2026 às 10:36

A expansão do setor espacial está gerando lixo que se acumula na atmosfera da Terra. - Reprodução / Freepik

O acúmulo de lixo espacial na órbita da Terra está chamando a atenção de cientistas e autoridades da aviação porque, além de ameaçar satélites e a Estação Espacial Internacional, ele pode representar um risco crescente para aeronaves em voo. 

Entenda os riscos que esse acúmulo de lixo pode acarretar

O número de objetos artificiais que orbitam a Terra vem aumentando com a expansão do setor espacial, o que eleva a probabilidade de que pedaços de detritos caiam de volta à atmosfera em trajetórias que cruzem rotas de aviões comerciais. 

Os detritos espaciais incluem pedaços de foguetes usados, satélites desativados e fragmentos resultantes de colisões e explosões em órbita. Quando essas peças perdem altitude e entram na atmosfera, a maior parte se desintegra devido ao calor, mas partes maiores podem sobreviver ao processo e alcançar altitudes nas quais aviões comerciais voam, e é aí que está a preocupação das autoridades.

RELACIONADAS

Aedes aegypti: um inimigo à solta entre nós

Atenção: Risco de morte após infarto é duas vezes maior em mulheres

6 modelos de unhas coloridas perfeitas para a temporada de Carnaval

A medida que lançamentos espaciais e satélites se multiplicam, a frequência de objetos reentrando na atmosfera aumenta.

O risco de lixo espacial atravessar áreas de tráfego intenso de aeronaves está crescendo e segundo estudos, há 26% de chance, em um ano típico, de detritos espaciais reentrarem na atmosfera terrestre sobre regiões de grande movimento aéreo, como o nordeste dos Estados Unidos, norte da Europa ou partes da Ásia-Pacífico, segundo estudo publicado no periódico Nature. 

Embora a probabilidade de um fragmento atingir diretamente um avião ainda seja muito baixa, especialistas ressaltam que, com o aumento tanto do número de lançamentos quanto do tráfego aéreo, esse risco “mensurável” tende a subir nas próximas décadas.

O estudo citado estima que, até 2030, a probabilidade de um voo comercial ser atingido por detritos espaciais poderia chegar a cerca de 1 em 1.000, um número que, apesar de baixo, já não é desprezível diante da quantidade de aviões que cruzam o céu diariamente.

Para lidar com esse cenário, cientistas e reguladores defendem melhor coordenação global entre agências espaciais e autoridades de aviação, além de avanços no monitoramento de detritos espaciais e previsão de trajetórias de reentrada. A complexidade das interações entre objetos em órbita e a atmosfera terrestre torna difícil prever precisamente onde e quando um fragmento cairá, o que complica decisões sobre segurança aérea. 


Se você se interessa por ciência e assuntos impactantes, a revista Seleções traz reportagens confiáveis e completas mensalmente. Assine a versão impressa e receba esses conteúdos de qualidade.

Compartilhe:
curiosidades lixo espacial Satélite

AS MAIS LIDAS

Quando será lançada a missão Artemis II, da Nasa? Conheça detalhes

Lançamento de primeiro foguete em solo brasileiro tem transmissão interrompida após anomalia; entenda

Dia Mundial da Paralisia Cerebral: conheça 5 direitos que asseguram dignidade e respeito

Saiba qual a melhor universidade federal do Brasil, de acordo com ranking internacional