Saiba o motivo pelo qual ex-BBB sofreu processo após ganhar 30 vezes na Mega-Sena.
A ex-BBB Paulinha Leite ficou famosa por ter ganho mais de 30 prêmios na Mega-Sena e acabou sendo alvo de uma ação judicial movida pela Caixa Econômica Federal que pode limitar suas atividades ligadas a jogos de loteria. A disputa envolve sua empresa de bolões, Unindo Sonhos, e levanta questões sobre a atuação de intermediadores de apostas no país.
Como citamos, Paulinha ganhou notoriedade nas redes sociais e entre apostadores por somar dezenas de prêmios em concursos da Mega-Sena e outras loterias, incluindo a quina na Mega da Virada 2025 em um jogo organizado com 20 números. Essa frequência de vitórias contribuiu para a construção de sua imagem pública e para a formação de uma base de seguidores que participa dos bolões promovidos por sua empresa.
A ação movida contra a ex-BBB
O processo judicial da Caixa Econômica Federal parte do argumento de que a instituição detém exclusividade para promover serviços lotéricos no Brasil e que apenas ela tem autorização legal para organizar, intermediar e comercializar apostas e sorteios de loteria no território nacional. A CEF pede na Justiça que a Unindo Sonhos seja impedida de continuar intermediando apostas, sob a alegação de que a atividade extrapola o que seria permitido pela legislação que regula jogos e loterias.
Do outro lado, Paulinha e sua equipe jurídica defendem que a Unindo Sonhos não realiza sorteios próprios nem vende apostas diretamente. Segundo ela, a empresa atua como organizadora de bolões, agrupando apostadores interessados em jogar de forma coletiva sem ofertar serviços lotéricos, o que, em sua avaliação, não exigiria a mesma autorização legal destinada à Caixa.
O processo não é novo e em agosto de 2025 uma decisão judicial chegou a determinar a suspensão da divulgação das atividades da Unindo Sonhos e a remoção de conteúdos da influenciadora nas redes sociais, mas essa ordem foi posteriormente revertida por um desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que permitiu que a empresa continuasse operando até o julgamento final do caso.
Essa determinação considerou interpretação do Ministério da Fazenda de que sites como o de Paulinha atuam na intermediação de apostas feitas junto à Caixa e não como operadores lotéricos autônomos.
Nas redes sociais Paulinha comentou sobre o processo e explicou as atividades da empresa: "Eu ofereço o serviço para a pessoa não ir até uma lotérica, não enfrentar fila e fazer no conforto da sua casa".
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